DIÁLOGO!


Será que o principal problema das famílias é a falta de comunicação?

Popularmente se afirma que sim, referindo-se às lacunas verbais entre os membros familiares. No entanto, estudos sobre a comunicação humana apontam que a ausência de comunicação verbal não é equivalente a falta de comunicação, pois não é possível deixar de se comunicar. Isso pressupõe que em qualquer relação humana há algum tipo de comunicação em andamento, envolvendo uma variante de elementos comunicacionais, que ultrapassam em muito a fala verbal. A partir desse entendimento, percebe-se que a comunicação humana, além do verbal, envolve toda a conduta, que fartamente comunica e inevitavelmente afeta a relação contextual em que pessoas interagem.

Portanto, o principal problema das famílias não é a falta de comunicação.


O que falta, na realidade, é o diálogo, que é um poderoso recurso da comunicação humana que auxilia a desvendar os elementos subjetivos presentes na conduta, que por vezes se apresentam contraditórios ao exposto verbalmente.


O diálogo se processa em um falar e escutar em reciprocidade. Mas, não é qualquer tipo de fala e escuta. A fala deve ser assertiva, em que se tem o direito de dizer o que se sente e o que se pensa, mas deve-se fazê-lo sem ofender. A escuta deve ser empática, de forma a levar em consideração as perspectivas dos outros também. O diálogo favorece o respeito e o amor para se fazer acordos, desfazer mal-entendidos, dissolver as mágoas e implementar regras e limites mais justos para a convivência familiar. Portanto, exercitemos o diálogo!



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© Por CLARICE EBERT. Psicologia (CRP 08/14038).

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